Derrick May, um dos pais do techno

Bernardo Ziembik conta a importância do artista para a cena eletrônica e a emoção de tocar após ele no club em que é residente
Publicado em: 04/05/2017 - 23:12 | Atualizado em: 05/05/2017 - 10:09

Quando comecei a estudar e aprender mais sobre música eletrônica, o Pump Up the Volume foi um dos documentários essenciais para que eu pudesse entender melhor como tudo começou e onde. Foi em duas cidades, que deram origem a dois gêneros que originaram grande parte do que ouvimos hoje nas pistas: o house de Chicago e o “irmão mais nervoso” que nasceu em Detroit, o techno. Nele, diversos artistas foram enfatizados e Derrick May era um deles.

Afinal, por que o Derrick May é considerado um dos pais do techno? A resposta pode ser simples e objetiva: por ele ser um precursor do gênero. Pra não ficar nessa simplicidade, contarei mais uma história que contribui para que ele tenha esse respeito: ele, na época em que era moleque como nós, foi o formador do Rhythm is Rhythm, projeto que lançou um dos principais hinos da música eletrônica, Strings of Life.

Essa é daquelas música poderosas, que mostra como a arte pode chegar a diferentes cantos. Através disso, Derrick May fez suas primeiras tours pela Europa, nas primeiras raves e squat parties que lá aconteciam, apresentando o primeira formato global de aceitação da música eletrônica. Essas eram daquelas festas clandestinas em que os caras locavam dois sistemas de som, dois jogos de iluminação, convidavam os DJs e conviviam com o risco da polícia aparecer a qualquer hora! Para saber onde era o local, normalmente havia um conjunto de charadas, ou você precisava ir a um orelhão em tal lugar e ligar para tal número. Já pensou que louco? Agora, imagina ser o disseminador de uma cultura que representa uma forma de expressão de uma geração e saber o que ela se tornou hoje em dia?

Aí, anos depois, você procura vídeos do cara e, bingo: o cara continua super atualizado e fazendo sets incríveis. É pra poucos, né?

Por isso e muito mais, agradeço por tudo o que ele fez e faz e me sinto extremamente honrado em tocar numa noite com ele, nessa sexta-feira, no Terraza de Floripa, assumindo a pista principal após a lenda. De quebra, o detroitbr assinará a pista alternativa da festa, onde faço warm up para meus amigos André Anttony e Hetich. Quer jeito melhor pra começar o mês de maio?

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