Desafios e superação marcam o ano da evolução da Tribaltech

Adversidades como tempo ruim e a crise financeira nacional validaram na prática o tema conceitual escolhido para 2015
Publicado em: 21/10/2015 - 16:41 | Atualizado em: 21/10/2015 - 16:41

No ano passado a Tribaltech iniciou uma trilogia na qual cada festa teria uma temática conceitual. A primeira foi intitulada Reborn: após declarar seu fim em 2012 e passar por um breve hiato em 2013, em 2014 o festival voltou completamente reinventado, abraçando novas tribos e valores e demonstrando o que pretendia enquanto evento cultural. A edição seguinte recebeu o título de Evolution e, assim como a morte foi necessária para o renascimento, grandes desafios tornaram a evolução uma realidade.

Antes de começar o evento o primeiro baque veio da mesma maneira que veio para a maior parte das empresas brasileiras: a desvalorização do Real encareceu praticamente tudo, inclusive o cachê de diversos artistas internacionais, que recebem em Dólar ou Euro. Alguns dias antes da festa, o segundo baque veio, em forma de previsão do tempo, que apontava quase 100mm de água caindo do céu durante o fim de semana. Claro que as adversidades enfrentadas não estavam nos planos da organização, no entanto, sua experiência e sabedoria para lidar com elas demonstraram que a TT estava pronta para evoluir. Naturalmente nem tudo foram flores, em alguns momentos faltaram agilidade e comunicação diante dos problemas, porém, a execução como um todo foi satisfatória e digna de reconhecimento.

Escrever um review de um evento do qual fizemos parte é sempre um problema, pois o conhecimento de fatos e detalhes de bastidores fazem com que nós tenhamos uma visão distinta da maioria das pessoas, por isso, novamente optamos por substituí-lo por um papo direto e transparente com os idealizadores do festival. Desta vez, no entanto, apenas eu e Jeje estávamos na mesa, para a conversa de 25 minutos que você ouve pelo link abaixo.

 

Entrevista com Jeje (Tribaltech) - 19/10/2015 by Mohamad Hajar Neto on Mixcloud

Como podemos ver, a T2 não só sobreviveu ao perrengue como já está com a cabeça em 2016. A edição de encerramento da trilogia deverá absorver todas as experiências vividas no ano da evolução, para alcançarmos a redenção com a intensidade que desejamos já há três anos. O set usado de fundo é o último Boiler Room gravado por RØDHÅD, que você pode assistir na íntegra clicando na foto abaixo.

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