Terraza apresenta duas grandes festas com Radio Slave e Nic Fanciulli

Com uma edição da festa Insomnia em cada sede, primeiro grande final de semana da casa no ano se mostrou um sucesso
Publicado em: 22/01/2015 - 14:18 | Atualizado em: 23/01/2015 - 13:47

Nos dias 16 e 17 de janeiro o Terraza Music Park realizou as festas Insomnia1 e Insomnia2, sendo a primeira na matriz do grupo em Florianópolis e a segunda na recém inaugurada filial de Balneário Camboriú. O line-up de ambas era encabeçado por Radio Slave e Nic Fanciulli, e cada casa completou o seu com seus residentes.

Insomnia1: Kraviz

Era passado de meia-noite quando nosso time chegou ao Music Park, complexo de entretenimento localizado em Jurerê Internacional, bairro nobre de Florianópolis. Ali funcionam casas como Pacha Floripa, Garden Music Park, Posh, Devassa On Stage e o nosso destino do dia: Terraza. Entramos quando nosso residente Doriva Rozek fazia seu b2b com Idée (aka Renee), colocando pra dançar o público que já tinha chego. Teria sido um warm up perfeito para as estrelas da noite, mas antes deles ainda havia a apresentação de Ingrid. Uma ótima DJ, mas me pareceu que seu set não se encaixou na proposta da noite.

Era 3:00 da madrugada quando o primeiro britânico iniciou sua apresentação. Nic Fanciulli parecia fazer jus ao nome da festa: ao longo do seu set vimos ele sinalizar para pessoas ao seu lado por duas vezes que estava com sono, e infelizmente isso era visível pelo seu som naquele dia. O repertório era bom e sua técnica operando o combo X1 + F1 da Native Instruments era impecável, mas faltou energia, a pista só começou a dar sinais de empolgação na sua segunda hora. 

Ao contrário de Nic, Radio Slave chegou tarde e parecia descansado. Sua camiseta preta possuía apenas um número e um nome nas costas, em uma estampa que ficava discreta por ser na cor preta. Curiosamente, nela lia-se Kraviz. Quando assumiu, pouco depois das 5:00 da manhã, não demorou para soltar uma versão de Ghetto Kraviz, a exemplo do que fez na Tribaltech. Em poucos minutos a pista estava transformada, como se a festa finalmente tivesse começado. As três horas e meia que se seguiram foram intensas. Matt Edwards parecia muito mais empolgado e "solto" que em sua apresentação na TT, fruto do formato do palco do Terraza de Floripa, que deixa o DJ próximo do público. Misturando hits seus como Don't Stop No Sleep e Repeat Myself a um repertório bem refinado e diversificado, contou boa parte da história do techno com seu set. Era passado das 8:00 da manhã (e que saudades de uma festa que fosse além das 7:00) quando ele emocionou o público presente com Shout n' Out, clássico do house dos anos 90, India In Me, de Cobblestone Jazz, entre outras belas músicas.

Insomnia2: Slave

Depois de um belo dia de descanso, lá estavamos nós novamente na pista. Desta vez, no Terraza BC, que inaugurou em outubro do ano passado, dando uma nova vida e energia para o local aonde funcionava a antiga Space B. Camboriú. Desta vez a festa aconteceria no The Room, ambiente que no curto período de existência da balada espanhola recebeu pelo menos dois sets memoráveis - Josh Wink na inauguração e James Zabiela no carnaval do ano seguinte. A decisão foi acertada: o ambiente é maior e mais arejado do que a Pista Terraza, e foi perfeito para comportar as cerca de 1000 pessoas que prestigiaram o evento. Outro ponto positivo percebido foi o efeito "concorrência do bem": assim como o Amine Edge na GV filtrou bem o público do Warung no dia do Cattaneo, desta vez o El Fortin nos brindou com um line-up composto por Alok, Boris Brejcha e Pleasurekraft, o que fez com que o Terraza tive somente pessoas realmente interessadas musicalmente no que Radio Slave e Nic Fanciulli iriam apresentar. Chegamos quando Guilherme Konnin estava finalizando seu set. Acompanhamos pouco para dar uma opinião, mas a se analisar pelo que ele apresentou no dia seguinte no detroitbr, aposto em um ótimo warm up para esta noite.

Em seguida, foi a vez de Antonela Giampietro. Desta vez a residente estava "atacada": seu set era mais pesado que os anteriores, mas sem extrapolar os limites do horário. Talvez tenha sido a influência certa para que Nic Fanciulli - agora descansado - mandasse um set muito melhor do que na noite anterior. A base tech house e as tracks chave do set eram as mesmas, mas a progressão foi mais pegada e criativa do que em Florianópois, surpreendendo a quem foi nas duas festas.

Porfim, Matt Edwards assumiu os decks com meia hora de atraso, lhe garantindo apenas duas horas de set. Sua camiseta preta era idêntica á da noite anterior, exceto pelo fato de que estava escrito Slave no lugar de Kraviz. O set apresentado também contou uma história diferente: Ghetto Kraviz, Don't Stop No Sleep e Repeat Myself foram tocadas em remixes diferentes da noite anterior, e todo o resto do repertório era novo. Slave teve dificuldades pra entrar em sintonia com a pista, principalmente pelo fato de ter tocado com uma deficiência de 3 caixas de grave na torre esquerda, mas da metade em diante conseguiu consquistar o público e colocar todo mundo pra dançar uma linha semelhante ao começo do seu set da noite anterior, mas sem os clássicos e surpresas que rolaram lá.

Saindo da festa a "insônia" ainda teve a parte 3, na sexta edição do detroitbr. Em novo local, o label iniciou oficialmente suas atividades com uma bela festa, que contou com a apresentação do residente Cheap Konduktor e dos convidados Kaká Franco, Guilherme Konnin e Talking Frequencies.

 

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